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O Blog do Meu Saco está de volta, agora no WordPress. A mudança era necessária, e os motivos são tão do conhecimento geral, sobretudo daqueles que trabalham com blogues, que me dispenso de chateá-los com assunto assim batido.

As apresentações, por incrível que pareça (ao menos para mim), não são mais tão necessárias quanto seria de se esperar quando, com mais de um aniversário, o endereço antigo deste blog contava com algumas dezenas de posts comentados por meia dúzia de gatos pingados – para ser honesto, menos que isso.

Um pequeno empurrão do ora hibernante – jamais falecido, para mim ao menos – Observatório Verde foi o suficiente para tirar este Saco Cheio da escuridão e levá-lo, rude e determinado, à penumbra de onde nem o mais completo abandono forçado – jamais relaxo – pôde expulsá-lo até o momento.

E ainda houve o ”Literário”, do Comunique-se, que rendeu – e ainda rende – repercussão no rádio. E os muitos sítios da Mídia Palestrina que se tornaram amigos próximos, como o Forza do Barneschi. Isso para não falar dos que já o eram, como o Forza do Ademir. E o Cruz de Savóia, esse ciclone alucinado gerado pelo meu irmão e que hoje atrai mais de 100.000 leitores por mês. E mesmo alguns outros blogs e sites alheios ao tema central do Meu Saco, como os de Emerson Gonçalves e Nei Duclós. E mais aqueles que eu, desgraçadamente, tenha esquecido agora, sem por isso deixar de estar em dívida também com eles.

Foi pouca coisa, mas foi algo. Acho que não vai ser difícil retomar de onde paramos, mas isso não faz menos necessário qualquer intróito. Miudinho que seja.

Portanto, àqueles poucos que já me conhecem e queiram refrescar a memória, àqueles inumeráveis que não fazem idéia de onde vieram parar, eis o lembrete: este é o Blog do Meu Saco. Ele está de volta. E, como não pretende confundir ninguém, passa aos avisos devidos:

1. O Blog do Meu Saco existe para espezinhar a imprensa futebolística de um modo geral e sua crônica escrita de um modo especial; é assim pois seu titular constatou a baixeza – técnica, estética, moral, espiritual – que dominou um setor que lhe é tão caro e que precisa e pode ser reparado; é assim não porque seu titular se julgue acima dos erros humanos – demasiadamente humanos, para citar um filósofo que este Saco prefere apenas como escritor – e portador de uma missão elevada, mas porque se julga em condições de olhar, do alto deste montículo, o vale miserável de onde provém toda essa fedentina. E porque julga a tarefa de ajudar a emendar a cobertura do futebol, no Brasil, tão modesta quanto sua própria – e microscópica, aliás – estatura;

2. O Blog do Meu Saco é freqüentemente prolixo e detesta vagabundos, desatentos e congêneres, brilhantes o quanto lhes torne o verniz barato. Se você não pode com textos longos ou complexos e, pior ainda, mente para si mesmo dizendo que não precisa com eles poder, faça a mim e a si o favor de ir ao blog de Juca Kfouri, e passar bem;

3. O Blog do Meu Saco tem o indelicado hábito de submeter a argumentação alheia a um exame de validade formal prévio, anterior à discussão dos méritos, e, para isso, lança mão de recursos os mais divertidos;

4. Às vezes, o Blog do Meu Saco é boca suja, de tempos em tempos, cafajeste; em hipótese alguma cede à correição política, que despreza, mas não permite que por isso se aproveitem de seu espírito libertário para a incitação ao crime, ou para o exercício de racismo – machismo pode, porque não consigo me privar das delícias do feminismo – ou para qualquer outra boçalidade do gênero. Incluam, neste rol de proibições, as ofensas gratuitas – e portanto não meramente jocosas – à preferência clubística de quem quer que seja, seja ela qual for;

5. O Blog do Meu Saco não permite escarnecimento;

6. O Blog do Meu Saco não suporta e nem perdoa cagação de regra sem oferecimento de dados – o direito de opinar só existe em correspondência ao dever de estudar;

7. O Blog do Meu Saco, que não respeita o mais recente acordo ortográfico e que, quando o vê em versão física, material, cospe-lhe em cima, preza o idioma pátrio (ainda que compreenda e pratique toda sorte de liberdade literária e mesmo de estilo, desde que proposital – porque a liberdade ou é proposital, ou não é liberdade) e pede aos seus leitores que, por gentileza, quando surgir a oportunidade – e ela sempre surge – o corrijam com, no mínimo, o mesmo rigor com que ele sapateia sobre a cabeça de suas vítimas prediletas;

8. O Blog do Meu Saco apóia a Seleção Brasileira porque aquela camisa é a última bandeira deste país – no sentido de que é o último símbolo capaz de reunir sob si a Nação, ainda que só por um mês a cada quatro anos – não importam quais os homens que nelas estejam enfiados, e muitíssimo menos sob as ordens de quem;

9. O Blog do Meu Saco não desrespeita o passado e tem na mais baixa conta quem o desrespeite;

10. O Blog do Meu Saco leva tal nome em homenagem àquele órgão que, metaforicamente entendido, armazena nossos desgostos até o último limite, qual seja, até o dia em que já é irreprimível a fúria de – como direi? – livrarmos-nos deles, transmutando-os em algo de bom os bons, e de mal os covardes. A intenção é publicar sempre que possível, mas desta feita comprometo-me a publicar ao menos um post por semana, sempre às segundas-feiras, tirantes os períodos de férias.

O Blog do Meu Saco está de volta.

E não está nada contente.

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